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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O Cavaleiro "Begins"


Curiosidade. Malícia. Instinto. Taras.
Não foi por acaso. Começou pela vontade. Não foi uma decisão, foi um impulso.
2004, Ângela Swing, Rua Baltazar de Oliveira Garcia, Porto Alegre, perto de um motel de quinta categoria. Eu estava lá. Recém (de)formado em Direito, com vontade de violar todas as regras. Entrei no muquifo. A casa era muito precária, jamais passaria pela inspeção do mais desatento dos bombeiros. A edificação parecia prestes a cair. Ainda assim, cheia. Fumaça de cigarro barato, acabamento grosseiro, música de todos - infelizmente todos - os estilos, refrigeração (havia?) péssima, e por aí vai. Em qualquer outra circunstância, 90% das pessoas que estavam lá não estariam lá. Em qualquer outra circunstância...mas o ambiente exalava sexo, por todos os seus poros!
Cabines fechadas, cabines confessionário (a denominação já é autoexplicativa), "glory hole" (cabines com buracos pra enfiar o pau e ser mamado pela mulher, ou pelo marido, ou por ambos), salas abertas ("gang bang", suruba, orgia), labirinto escuro (onde tudo pode acontecer). Mulheres dançando, embriagadas pela própria vaidade. Homens babando na volta. Salto alto, minissaia, decote, lingerie, nudez, movimentos sinuosos, olhares lânguidos e vulgares. Uma dose direta de energia sexual na veia, sem anestesia. Luxúria subjugando cada neurônio. Arrastei uma mulher casada pra uma cabine. Ela deu pra mim sem descer do salto, apenas levantou o vestido e puxou a calcinha pro lado. O marido observava, hipnotizado.Sorte de principiante.Viciei.